Categoria apresenta altos índices de mortalidade na pandemia

  Proteção individual no trabalho deve ser rotina até vacinação em massa.

Bancários entre outros trabalhadores da linha de frente enfrentam diariamente grandes riscos de contaminação, que se refletem nos altos números de desligamentos por morte da categoria durante a pandemia. 

O setor de atividade financeira, no qual está incluída a categoria bancária, registrou aumento de 114,6% no número de desligamentos por morte no 1º trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021, os desligamentos dos empregos celetistas por morte no Brasil cresceram 71,6%, passando de 13,2 mil para 22,6 mil. Nas atividades de atenção à saúde humana, o aumento foi de 75,9%, saindo de 498 para 876. Entre enfermeiros e médicos, a ampliação chegou a 116,0% e 204,0%, respectivamente. 

Em uma análise dos desligamentos por morte apenas na categoria bancária, a variação no número de desligamentos por morte foi de 176,4%, próximo aos índices encontrados nos profissionais de saúde. Os números são do Boletim Emprego em Pauta, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de maio de 2021. 

Esses índices reforçam a importância da inclusão dos bancários entre as prioridades da vacinação contra a Covid-19 além do reforço das medidas de segurança, disseminação e contenção do vírus por parte dos bancos e dos bancários. 

O diretor de Saúde do Sindicato dos Bancários de Ipatinga ressalta que a proteção individual deve ser reforçada entre os bancários. “Já são mais de 475 mil vidas perdidas para a doença no país todo, com recordes diários de mortes e novos casos. Nossa categoria, infelizmente está na linha de frente do trabalho como categoria essencial. Cobramos diariamente melhorias nas condições de trabalho e prioridade na vacinação, que ocorre lentamente no país, mas a proteção individual deve estar em primeiro lugar. Devemos seguir as recomendações de segurança à risca, utilizar os EPI’s oferecidos pelos bancos corretamente e evitar aglomerações.” 

O diretor acrescenta que “todos estamos saturados do assunto e perdemos alguém querido para a doença ou conhecemos alguém que perdeu. O presidente e seus gestores atuam na contramão das recomendações dos órgãos de saúde, promovendo o vírus, fake news e atrasando a vacinação. Portanto cabe a cada um de nós trabalhar para nossa própria proteção e, consequentemente, proteção coletiva até superarmos essa doença nefasta”. 

 

 

 



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