COE cobra pagamento do PRB, mas Bradesco mantém negativa

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco solicitou ao banco o pagamento da parcela fixa do Programa de Remuneração Bradesco (PRB), durante reunião online realizada na quinta-feira (12). O pedido foi apresentado pelo movimento sindical com base nos resultados alcançados pela instituição e no esforço dos trabalhadores ao longo do período.

Apesar da solicitação e dos argumentos apresentados, o banco manteve a negativa e afirmou não haver alternativa para viabilizar o pagamento, alegando insegurança fiscal e jurídica.

A cobrança ocorre porque a ROE anualizada fechou em 14,8%, índice ligeiramente abaixo do primeiro gatilho de 15,5% exigido para o pagamento automático da parcela fixa do programa. A diferença é inferior a um ponto percentual, o que, na avaliação das entidades representativas dos trabalhadores, não justificaria a exclusão do pagamento.

O diretor Jurídico do Sindicato e coordenador da COE-MG, José Carlos Bragança, pontua que os resultados recordes do banco se devem ao trabalho dos funcionários e que esses esforços deveriam ser reconhecidos e valorizados pelo banco.
“Infelizmente os funcionários se esforçaram bastante, mas o banco não quis reconhecer o empenho de seus funcionários, pelo contrário, promove demissões e fechamento de agências. O movimento sindical solicitou a reunião esperando que o Bradesco entendesse que foi um trabalho intenso por parte de todos e, portanto, reconhecesse por meio do PRB”, frisou Bragança.

Durante a reunião, o movimento sindical apresentou alternativas para viabilizar o pagamento sem ferir questões fiscais — como o pagamento ainda em 2026 ou a incorporação do valor ao vale-alimentação —, mas todas foram rejeitadas.

O PRB teria valor de R$ 1.000 e seria destinado aos trabalhadores que não integram a força de vendas e aos elegíveis ao programa Supera que não atingiram suas metas.

O Sindicato seguirá acompanhando o tema e cobrando do banco o devido reconhecimento aos trabalhadores.